Devo contratar o túnel de desinfecção para a minha empresa?

Devo contratar o túnel de desinfecção para a minha empresa?

Você é gestor ou dono de uma organização e, por algum motivo, seja pela enxurrada de propaganda de serviços de túneis de desinfecção de pessoas, ou pela solicitação dos seus funcionários, se perguntou: devo contratar o túnel de desinfecção para minha empresa ou organização?

Se essa é a sua dúvida nesse momento, e se sua empresa está preocupada com a retomada de suas atividades com a maior segurança possível, leia o texto abaixo, pois preparamos para você.

O túnel ou câmara de desinfecção não é algo novo, pois já existe nos grandes laboratórios de alto nível para as medidas de biossegurança, também conhecidos como laboratórios de alto nível de contenção 4 (CL-4), em que os profissionais, ao saírem do laboratório, recebem uma ducha com algumas substâncias químicas para a desinfecção.

Ocorre que nesses laboratórios, os profissionais usam um equipamento de proteção individual (EPI) que é uma vestimenta de pressão positiva, que é fabricada de forma especial que permita o atrito das substâncias químicas da ducha, ou seja, é como se fosse um banho com uma substância especial de descontaminação sob o uso de uma roupa específica, que suporta o atrito da lavagem mecânica.

Além disso, essa ducha química nos CL-4 ocorrem pelo período de cinco (05) minutos, e não por 20 ou 30 segundos como os túneis o fazem ou pretendem. O tempo aumenta a garantia e a eficácia da desinfecção.

Sendo assim, o uso de uma vestimenta especial com pressão positiva, associada ao banho químico e ao atrito, retira todos os possíveis microrganismos presentes na parte externa do traje especial, garantindo a desinfecção dos indivíduos e a propagação das doenças para fora dos laboratórios.

E como seria o procedimento com o uso do túnel de desinfecção?

A proposta dessas empresas é a de oferecer um túnel que borrife algumas substâncias por até 30 segundos, com tempo entre 20 a 30 segundos.

A substâncias propostas para a descontaminação de pessoas pelos túneis de desinfecção mais comuns são:

1- Hipoclorito de sódio;
2- Peróxido de hidrogênio;
3- Quaternários de amônio;
4- Iodo;
5- Ozônio;
6- Triclosan;
7- Clorexidina.

Ocorre que, até o momento, segundo a ANVISA, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Agência de Medicamentos e Alimentos dos EUA (FDA), Centro de Controle de Doenças (CDC) e a Agência Europeia de Substâncias e Misturas Químicas (ECHA), não há nenhuma substância aprovada para a desinfecção de pessoas nesses moldes, o que demonstra que os túneis de desinfecção propostos não atingiriam seu propósito e pior, poderiam causar algumas doenças, já que muitos agentes químicos aqui citados podem causar algumas lesões locais e sistêmicas, que serão descritas a seguir:

1- Hipoclorito de sódio – Pode causar lesões de pele e oculares severas, além de produzir irritação das vias respiratórias, já que é uma substância corrosiva;
2- Peróxido de hidrogênio – Pode causar irritação no nariz, garganta e sistema respiratório, podendo causar bronquite e edema pulmonar em altas concentrações;
3- Quaternários de amônio – Pode causar lesões de pele e no sistema respiratório;
4- Iodo – Pode causar uma dermatite de contato;
5- Ozônio – Causa lesões no sistema respiratório e ocular. Em exposições mais importantes, pode levar a dispneia, cianose, edema pulmonar e hipotensão, podendo causar a morte do indivíduo. Além disso, é um gás comburente que pode acelerar a ignição e aumentar o risco de incêndios.

Baseado nessas informações, o Conselho Federal de Medicina (CFM), impediu que os médicos recomendem o uso desses túneis de desinfecção, já que não há comprovação científica de sua eficácia.

Além disso, no cenário hipotético do uso indiscriminado desses túneis de desinfecção, devemos lembrar que o indivíduo infectado com o coronavírus e assintomático, poderá transmitir a doença, uma vez que, mesmo que receba o banho químico, e que ainda que esse pudesse ser efetivo, ainda assim o vírus não seria retirado do seu organismo, e sua propagação ocorreria se o indivíduo não seguisse as medidas de higiene e a etiqueta de saúde proposta pela comunidade médica que são:

1- Lavagem das mãos preferencialmente com água e sabão por pelo menos 30 segundos. Na ausência de água e sabão, usar o álcool em gel;

2- Uso contínuo das máscaras;

3- Não cuspir;

4- Não tossir ou espirrar sem as máscaras;

5- Trocar as máscaras com uma frequência de 4 horas;

6- Desinfecção das superfícies de contato inanimadas, ou seja, higiene dos mobiliários, maçanetas, celulares, computadores, portas, botões de elevadores, pias, torneiras e válvulas de descargas com a maior frequência possível. Pense nisso.

O COVID-19 está mudando a relação das pessoas e suas prioridades, o que vai afetar a sua empresa, já que seus funcionários, fornecedores e clientes, pensarão e agirão de forma diferente. Nunca foi tão importante a prevenção de uma doença, que até o momento não tem vacina nem medicamento que a cure.

Nossa sociedade e cultura, até o mundo antes do coronavírus, não se preocupou, de fato, em prevenção das doenças e acidentes, incluindo as do trabalho.

Geralmente, as pessoas pensavam em medicina e segurança do trabalho como uma mera formalização e não como uma necessidade, incluindo alguns hospitais e organizações de saúde, que não fomentavam a cultura do uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) em seus postos de trabalho.

Quando falamos em prevenção, geralmente, são medidas tão simples e baratas que valem muito mais a pena do que uma internação, fato comprovado com os casos graves de COVID-19 com necessidade de cuidados intensivos.

Para termos uma ideia que coisas simples podem nos proteger melhor e de forma mais barata, citamos o exemplo da lavagem das mãos, que até 1846 era algo que não ocorria, e que explicava a alta taxa de mortalidade nos partos naquela época.

Foi nesse ano que o médico Ignaz Philipp Semmelweiss, assistente da primeira clínica obstétrica do Allgemeine Krakenhaus, em Viena (Áustria), percebeu que a mortalidade nesse local era três vezes mais alta que a da clínica do mesmo hospital, onde os partos eram realizados por parteiras e não por médicos.

A característica de observação do Dr. Ignaz o fez perceber que os médicos que realizavam os partos também faziam as necropsias, mas ao manipularem os corpos dos cadáveres não lavavam suas mãos, e em seguida, voltavam-se para as gestantes, o que transportava microrganismos dos cadáveres para as parturientes, aumentando a taxa de mortalidade.

Como a situação do COVID-19, infelizmente foi só depois da morte do Dr. Ignaz Philipp que a comunidade médica valorizou suas observações e reconheceu que a higienização das mãos era importante na transmissão dos microrganismos, reconhecendo que a simples ação era importante na prevenção das infecções. Não espere a tragédia para a mudança.

Embora o tempo tenha se passado, a grande maioria da população não sabe como lavar as mãos, e os que sabem, infelizmente, na grande maioria das vezes não a pratica.

Um profissional de saúde da Healthwork devidamente treinado, pode ensinar e criar a prática diária da lavagem das mãos e higiene pessoal e, por conseguinte, a cultura dentro da sua empresa, prevenindo doenças, incluindo o coronavírus. Pense nisso.

Será que o ser humano precisa de crises e emergências para entender o que é importante de verdade?

A Healthwork tem a missão da prevenção das doenças, incluindo as do labor, e da segurança do trabalho, ou seja, nós nos preocupamos com as pessoas da sua organização, e não queremos que fiquem doentes.

Então, aproveitem-nos, usem-nos para o benefício do seu empreendimento, sigam as nossas instruções, pois agora não é hora de brincadeira.

Entendam que os indivíduos do grupo de risco, ou seja, os com mais de 60 anos, devem permanecer afastados do trabalho por pelo menos 14 dias.

Além deles, os funcionários com doenças cardíacas, metabólicas, do sistema imune, respiratórias, devem permanecer afastados do trabalho. As gestantes devem permanecer afastadas do trabalho. Na dúvida, contem com um médico do trabalho da Healthwork.

Nesse novo mundo, vamos precisar aprender a compartilhar a informação, a viver e trabalhar com menos funcionários, a horizontalizar mais a nossa empresa, e contar com quem nunca imaginávamos contar. Compartilhe entre seus funcionários, pois assim eles vão confiar mais na sua liderança.

Mas nesse novo mundo, a sua empresa vai poder contar com uma velha conhecida, a Healthwork. Conte conosco nos piores e nos melhores momentos.

Para enfrentarmos a guerra contra o coronavírus (COVID-19), montamos diversas estratégias, que incluem vídeos explicativos em nossas mídias sociais, e-mail marketing, textos, atendimento prioritário para o grupo de empresas essenciais, palestras nas empresas por conferência e muito mais está por vir.

Estamos operacionalizando um atendimento de teleorientação médica e telepsicologia para o COVID-19 e retirada de dúvidas para os seus funcionários afastados pela doença.

Muito mais está por vir. Conte conosco sempre.


Mas por que a Healthwork?


Fundada em 1995 pelo Dr. Ailton, e com a missão da prevenção das doenças e acidentes do trabalho, a Healthwork tem como objetivo a resolução de problemas, que está nas nossas bases LEAN.

Ou seja, gostamos de resolver problemas, e nossos colaboradores são estimulados a não só apresentar e evidenciar um problema, mas a resolvê-los juntos desde o primeiro dia de Healthwork, e quanto mais complexos melhor, pois um problema é sempre uma oportunidade de melhoria.


Por isso, vamos ajudá-lo a resolver os problemas de saúde e segurança do trabalho da sua empresa, melhorar os processos já existentes e entregar um serviço 100% correto e completo.


Nossa equipe é treinada para sempre focar na experiência perfeita, com um atendimento humanizado e respeitoso, ou seja, os seus funcionários serão bem examinados e os resultados dos exames checados e laudados por médicos ultra especialistas.


Outro ponto interessante, é que temos duas unidades próprias, que além de possuírem todos os exames clínicos e complementares, estão muito bem localizadas, sendo uma em São Paulo, próxima a Avenida Paulista, na Rua Correia Dias, nº 466 e a outra no centro de São Caetano do Sul – SP, na Rua Amazonas, nº 363, conjunto 67. Ambas estão muito bem localizadas e próximo do transporte público, o que diminui o desperdício de tempo de trajeto do seu funcionário, que é atendido de forma agendada e pontual.


Você sabia que a Healthwork possui processos Lean bem desenhados e uma importante parceria com o Lean Institute Brasil para cada vez melhor atender a sua empresa? Além disso, sabia que possuímos um sistema 100 % internet preparado para a linguagem do eSocial?

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