Novembro azul: as doenças masculinas decorrentes do trabalho

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Sempre falamos sobre a importância da prevenção das doenças no local de trabalho, e da importância da comunicação e conscientização para podemos evitar o adoecimento e até a morte.

No mês do câncer de próstata, vamos falar também sobre as diversas doenças do homem que podem ser adquiridas no local de trabalho, e o cuidado com a prevenção.

A medicina do trabalho se relaciona com diversas especialidades médicas e com muitas outras profissões, como a engenharia por exemplo, e decorre da necessidade do entendimento do local de trabalho e seus riscos.

Ainda há muita resistência da população brasileira, incluindo alguns empregadores e gestores de empresas, que desacreditam na presença de riscos em suas empresas, ou que acham que a saúde ocupacional é de pouca ou menor importância, o que é um erro, pois caso o empregado desenvolva um problema em decorrência de sua função, um grande problema estará iniciado. Além disso, não podemos aceitar que um indivíduo desenvolva uma doença ou morra em decorrência do trabalho. Pense nisso!

Mas e a infertilidade?


A infertilidade é a incapacidade de um casal sexualmente ativo estabelecer a gravidez dentro de um ano, podendo acometer de 8 a 15 % dos casais no mundo.

O fator masculino da infertilidade pode representar cerca de 50% das causas de infertilidade, o que demonstra a importância da avaliação tratamento do homem infértil, que muitas vezes pode estar acometido de uma doença potencialmente grave, como o câncer de testículo, que é encontrado em homens inférteis.

Ocorre que alguns riscos presentes no ambiente de trabalho, podem levar a infertilidade masculina e feminina, como é o caso do calor.

O calor está presente em muitos estabelecimentos grandes e pequenos, como as pizzarias, restaurantes, siderúrgicas e as mais diversas indústrias existentes.

É sabido que o calor, quando acima dos limites de tolerância da norma regulamentadora de número 15 (NR15), pode causar a diminuição na espermatogênese, nome dado a produção de espermatozoides nos testículos, e assim, causar a infertilidade masculina (Rachootin & Olsen, 1983).

Por isso, os fornos, para qualquer utilização, devem ser construídos solidamente, revestidos com material refratário de forma que o calor não ultrapasse os limites de tolerância, e ofereçam o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores que o utilizarão. Além disso, devem possuir chaminé eficiente, de modo que não acumulem os gases nocivos, e quando possuírem altura, devem oferecer escadas ou plataformas para a correta execução das tarefas.

Mas a infertilidade pode ser causada ainda, por diversos outros riscos, como o ruído excessivo (Rachootin & Olsen, 1983).

Empregados expostos a alguns metais e ametais também estão sujeitos a infertilidade, sendo os mais comuns o alumínio, cádmio, chumbo, cobre, manganês, mercúrio, níquel, selênio e o zinco.

Algumas substâncias químicas como os organoclorados, organofosforados TCDD, clorobifenilas, DDT, toxafeno e os piretroides, também estão associados a infertilidade masculina.

Não podemos deixar de falar do risco da irradiação, por exemplo, para os profissionais que trabalham na radiologia dos hospitais, clínicas, necrotérios ou de algumas áreas da engenharia, possivelmente expostos aos raios-X, gama ou outros, que também possuem a chance de desenvolver a infertilidade, quando não usam os equipamentos de proteção individual (EPI), ou em caso de falta de manutenção ou quebra dos equipamentos. Alguns estudos demonstram que a infertilidade não é dose-dependente (Goncharov et. al. 1998).

Além de conhecer o ambiente de trabalho da sua empresa, e os riscos e processos presentes, o médico do trabalho deve realizar os exames ocupacionais clínico e complementares, com o intuito de conscientizar e diagnosticar precocemente as doenças e distúrbios relacionados e não relacionados ao trabalho, incluindo a infertilidade. Por isso, eventualmente, a depender da profissão ou função na empresa, o médico do trabalho determina no programa de saúde da empresa (PCMSO), a execução de alguns testes laboratoriais como o espermograma, avaliação hormonal e a análise seminal.

Lembre-se sempre que o exame físico é muito importante, e não é substituído por nenhum outro exame complementar laboratorial ou de imagem, sendo este apenas complementar ao exame físico.

A qual risco o seu funcionário está exposto?


Para respondermos essa questão, é necessário uma análise dos riscos presentes no ambiente de trabalho da sua empresa (PPRA). Por isso, não adianta ignorar a necessidade e o reconhecimento dos riscos presentes no ambiente de trabalho do seu empreendimento.

A prevenção sempre é o melhor remédio. Pense nisso!

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